Estudo pioneiro no mundo reunindo pesquisadores da UFRJ e USP divulga primeiras imagens do SARS-COV-2 em ação e revelam mecanismos usados para se espalhar pelo corpo
16/06/2020

Atualização de 19/06/2020:

Clique aqui para ver a nota 'Estudo da UFRJ e da USP revela detalhes da ação do Sars-CoV-2 dentro das células publicada no site FAPERJ

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Foto: UFRJ (Divulgação) Imagem ampliada 84 mil vezes mostra o vírus Sars-Cov-2 (em amarelo), causador da Covid-19, atacando uma célula epitelial.

As primeiras imagens do Sars-CoV-2 em ação dentro de células infectadas obtidas com microscopia eletrônica revelaram novas informações sobre os mecanismos usados pelo vírus para se espalhar pelo corpo e causar a Covid-19. O estudo, pioneiro no mundo, reuniu pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP) e indicou que ele usa mecanismos até agora desconhecidos em coronavírus para atingir diferentes órgãos.

Além de abrir caminho para entender melhor como a Covid-19 se agrava, o estudo permite avançar na pesquisa de alvos farmacológicos, drogas que realmente destruam o vírus. A microscopia eletrônica de varredura possibilitou mergulhar no campo de batalha entre o Sars-Cov-2 e as células invadidas. De tão pequeno, ele é invisível para os melhores microscópios óticos.

Em média, os cientistas ampliaram as imagens mais de 80 mil vezes, uma delas chegou a 229 mil amplificações; mais do que isso, perde-se a resolução, explica o principal autor do trabalho Lucio Ayres Caldas, do Laboratório de Ultraestrutura Celular Hertha Meyer e do Núcleo Multidisciplinar de Pesquisas em Biologia, ambos da UFRJ.

O trabalho é parte de um projeto apoiado pela FAPERJ e emprega alguns dos equipamentos mais modernos do Rio de Janeiro, como os microscópios eletrônicos de varredura do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio), na UFRJ. Também é imprescindível o laboratório de segurança de nível 3 (NB3) do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, coordenado por Amílcar Tanuri, um dos autores do estudo.

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Fonte da notícia: Site Academia Brasileira de Ciências - ABC (Adaptada)