Estudo, que envolve pesquisadores da UFRJ, analisa a saúde mental dos profissionais em ambiente hospitalar durante a pandemia
07/07/2020

A pandemia causada pelo novo coronavírus impôs mudanças à rotina de toda a população, gerando uma onda de distúrbios psicológicos associados ao estresse, como depressão e ansiedade. No mês de março, cerca de 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo entraram em quarentena — o equivalente a aproximadamente um terço da população global. Até o momento, estima-se que houve 60.713 óbitos apenas no Brasil, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 1º de julho, fora os casos subnotificados. Para os profissionais da área de Saúde, que estão na linha de frente do combate à Covid-19, os impactos psicológicos podem ser ainda mais graves. Com o objetivo de analisar a ocorrência e predisposição desse grupo a desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático, um grupo de pesquisa multidisciplinar está avaliando a saúde mental dos trabalhadores de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o País, no projeto PSIcovidA (www.psicovida.org).

A partir da coleta de dados, a equipe do projeto — formada por neurocientistas, psiquiatras, epidemiologistas e psicólogos — espera gerar evidências científicas para auxiliar os gestores públicos na formulação de políticas de prevenção e acompanhamento da saúde mental dos profissionais de Saúde.

O trabalho envolve uma colaboração entre pesquisadores da UFF, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Antes da pandemia, o grupo já vinha há alguns anos trabalhando com a investigação dos sintomas do transtorno do estresse pós-traumático em decorrência de outras circunstâncias, como a violência urbana. “Esse transtorno pode ter como comorbidade a depressão, mas ele é diferente. Trata-se de uma doença psiquiátrica considerada uma sequela importante em pessoas expostas a situações de risco de vida, violência física ou sexual”, explicou o psiquiatra William Berger, coordenador na Pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub).

Pessoas que trabalham em ambiente hospitalar ou UPAs, independentemente da atividade que exerçam, e estejam interessadas em contribuir com informações para o projeto, podem preencher o formulário, disponível em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6NqEYdLg1Kbkb506fGZDdAwbxLPjrBJ3D1qz1K0eSXRdllA/viewform

Fonte: Site FAPERJ (Adaptada)

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